O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos poderão começar a aplicar novas tarifas comerciais a partir de 1 de agosto, pressionando vários países a firmarem acordos antes do fim do prazo negocial, a 9 de julho.
Segundo a Casa Branca, cartas com os detalhes das tarifas serão enviadas a partir de segunda-feira, dirigidas a até 15 países.
Alguns acordos já foram alcançados, como com o Vietname, enquanto outros continuam em negociação.
As tarifas propostas incluem 10% sobre importações em geral, 50% sobre aço e alumínio e 25% sobre automóveis.
Neste âmbito, o presidente dos EUA afirma que estas medidas respondem a uma “emergência económica” e que visam corrigir os desequilíbrios comerciais.
Apesar das promessas de acordos rápidos, o ambiente é de incerteza, com economistas a alertarem para os riscos inflacionistas e possíveis efeitos negativos no crescimento económico.
De entre os países visados estão membros dos BRICS, que condenaram a medida numa cimeira no Brasil. Trump respondeu com a ameaça de uma tarifa adicional de 10% a qualquer país que se alinhe com as suas “políticas antiamericanas”.
O Canadá, no entanto, deverá escapar às cartas, segundo o embaixador dos EUA, devido à retoma das negociações bilaterais.
