Os Estados Unidos vão abandonar novamente a UNESCO, anunciou esta segunda-feira o Departamento de Estado, justificando a decisão com a alegada “tendência anti-Israel” da agência das Nações Unidas e a admissão da Palestina como Estado-membro.
Esta será a terceira saída norte-americana da organização com sede em Paris e a segunda protagonizada por Donald Trump. A administração anterior de Trump já se tinha retirado da UNESCO em 2017, antes de os EUA regressarem em 2023 sob liderança de Joe Biden.
Segundo a porta-voz Tammy Bruce, a decisão prende-se com a promoção de “causas sociais e culturais divisivas” e com a entrada da Palestina na organização, classificada como “contrária à política externa dos EUA”.
Apesar do peso histórico dos EUA na UNESCO, o seu financiamento representa hoje apenas cerca de 8% do orçamento total, graças ao reforço de contribuições de outros países.
A organização, ligada à educação, ciência e cultura, deverá manter o seu funcionamento sem grandes perturbações.
Os EUA já se tinham retirado da UNESCO em 1984, durante o mandato de Ronald Reagan, alegando má gestão e influência soviética. Voltaram em 2003 com George W. Bush, mas voltaram a sair em 2017 sob Trump, na sequência da aceitação da Palestina como membro em 2011 — decisão que levou também Israel a suspender contribuições.
A nova saída dos EUA só será formalizada no final de dezembro de 2026.
