Os Estados Unidos vão retomar os testes de armas nucleares pela primeira vez em trinta anos, anunciou o presidente Donald Trump durante uma viagem de regresso a Washington. O líder norte-americano afirmou que a decisão surge “numa base de igualdade” com a Rússia e a China, justificando que o momento é “apropriado” face aos programas de testes realizados por outros países.
Trump revelou ter dado instruções ao Departamento da Guerra para iniciar o processo “imediatamente”, referindo que o objetivo é garantir equilíbrio estratégico com Moscovo e Pequim. A declaração foi feita primeiro através da rede social Truth Social e posteriormente confirmada a bordo do Air Force One, após um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, na Coreia do Sul.
A Casa Branca e o Pentágono recusaram, até ao momento, prestar esclarecimentos adicionais sobre o anúncio, que marca uma viragem significativa na política nuclear norte-americana.
A decisão surge poucos dias depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter divulgado o teste de novas armas estratégicas, incluindo um drone subaquático com capacidade nuclear e um míssil de cruzeiro de longo alcance. Embora Putin não tenha confirmado qualquer teste nuclear, Moscovo tem vindo a reforçar o seu arsenal desde que, em 2023, revogou a ratificação do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares.
Adotado em 1996, o tratado proíbe todas as explosões nucleares no mundo, mas nunca chegou a ser ratificado pelo Senado norte-americano. A Rússia já havia declarado que só retomaria os testes se Washington o fizesse primeiro — algo que, segundo Trump, está agora prestes a acontecer.
