O presidente Donald Trump ordenou a suspensão de contratos federais com a Universidade de Harvard, num total de cerca de 100 milhões de dólares (88 milhões de euros), alegando que a instituição promove o “liberalismo e antissemitismo”. As agências federais foram instruídas a rever contratos e encontrar alternativas, abrangendo áreas como formação de executivos e investigação científica.
A decisão insere-se numa escalada de confrontos entre a Casa Branca e Harvard.
Desde abril, já foram cancelados 2,6 mil milhões de dólares em bolsas de investigação, e Trump ameaça redirecionar 3 mil milhões de dólares em subsídios para outras escolas.
A administração também exige dados sobre estudantes estrangeiros, alegando questões de segurança.
Harvard reagiu nos tribunais, conseguindo bloquear temporariamente a proibição de matricular estudantes internacionais.
Países como o Japão e universidades em Hong Kong manifestaram-se dispostos a acolher alunos afetados. No campus, estudantes e docentes defendem a liberdade académica e acusam Trump de atacar a democracia e a independência universitária.
