O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta quarta-feira novas restrições à entrada de cidadãos estrangeiros, abrangendo um total de 19 países. Doze deles enfrentam uma proibição total de entrada, enquanto os restantes sete serão alvo de limitações parciais, de acordo com um comunicado oficial da Casa Branca.
As proibições afetam cidadãos de países como o Afeganistão, Mianmar, Chade, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irão, Líbia, Somália, Sudão e Iémen.
Para países como Cuba, Venezuela, Burundi, Laos, Serra Leoa, Togo e Turquemenistão, a entrada será sujeita a restrições específicas, sobretudo em termos de verificação documental e cooperação com as autoridades norte-americanas.
O decreto presidencial alega que muitos destes Estados não colaboram na partilha de informação de segurança ou recusam-se a aceitar os seus cidadãos deportados dos EUA.
A administração Trump acusa Cuba de apoiar o terrorismo e de recusar a repatriação dos seus nacionais. A Venezuela, por sua vez, é descrita como um país sem capacidade funcional para emitir documentos válidos ou colaborar com o processo migratório.
Trump comparou esta nova ronda de restrições às medidas tomadas durante o seu primeiro mandato, quando impôs uma proibição de entrada a cidadãos de vários países de maioria muçulmana. Reiterou que os Estados Unidos não podem correr riscos ao permitir a entrada de pessoas cuja origem não possa ser verificada de forma segura, sublinhando que a prioridade continua a ser a proteção do território e da população americana.
