A NVIDIA entrou para a história dos mercados financeiros ao tornar-se a primeira empresa cotada a ultrapassar os 5 biliões de dólares (4,63 biliões de euros) em capitalização bolsista. O feito reforça a sua posição como principal protagonista da revolução da inteligência artificial (IA).
A valorização da empresa atingiu 5,13 biliões de dólares (4,75 biliões de euros), apenas três meses depois de ter superado a marca dos 4 biliões (3,70 biliões de euros). Desde o início de 2025, as ações subiram mais de 50%, impulsionadas pela procura crescente de chips de IA de alto desempenho.
Na conferência GTC, o diretor executivo, Jensen Huang, revelou que a empresa já garantiu encomendas superiores a 500 mil milhões de dólares (463 mil milhões de euros) até 2026.
No último trimestre, a NVIDIA registou 44,1 mil milhões de dólares (40,8 mil milhões de euros) em receitas, mais 69% do que no mesmo período do ano anterior, dominando cerca de 90% do mercado global de chips de IA.
Apesar do entusiasmo, alguns analistas alertam para o risco de uma “bolha tecnológica”, devido à dependência mútua entre a NVIDIA e os grandes grupos que utilizam os seus produtos. A empresa, porém, rejeita essa visão, afirmando que o crescimento assenta numa procura real e sustentada.
Com este marco histórico, a NVIDIA ultrapassa a Apple e a Microsoft, tornando-se a empresa mais valiosa do mundo. O seu valor de mercado é agora superior ao total das empresas cotadas no Reino Unido e supera também o conjunto das listadas no Canadá e no México — um salto impressionante para uma companhia que, há apenas quatro anos, valia 500 mil milhões de dólares (463 mil milhões de euros) e era conhecida sobretudo pelas placas gráficas para videojogos.
