O preço do ouro mantém-se próximo dos 4.400 dólares (3.750 euros) por onça, apesar da subida dos rendimentos das obrigações norte-americanas. A fraqueza do dólar tem ajudado a compensar a pressão provocada pelas taxas de juro mais elevadas nos Estados Unidos.
O rendimento dos títulos do Tesouro a 10 anos ronda os 4,84%, perto dos níveis mais elevados desde 2023. Em condições normais, esta subida tende a penalizar o ouro, por tornar os ativos que pagam juros mais atrativos para os investidores.
A evolução do metal precioso está agora muito dependente dos próximos dados de inflação nos EUA. Valores elevados poderão fortalecer o dólar e aumentar a pressão sobre o ouro, enquanto uma inflação mais moderada poderá favorecer o metal.
Além da política monetária, as compras dos bancos centrais e as preocupações com o elevado endividamento dos Estados Unidos continuam a sustentar a procura por ouro como ativo de proteção.
