A Tesla registou um aumento de 17% nos lucros no primeiro trimestre de 2026, alcançando cerca de 477 milhões de dólares, impulsionada pela recuperação nas vendas de automóveis após um ano difícil em 2025.
Apesar do desempenho positivo nos lucros, as receitas ficaram abaixo das expectativas do mercado, refletindo uma fase de transição da empresa num contexto de maior concorrência, sobretudo da chinesa BYD, que já ultrapassou a Tesla como maior fabricante mundial de veículos elétricos.
O CEO Elon Musk tem minimizado a desaceleração nas vendas automóveis, defendendo que o futuro da empresa passa por áreas como os táxis autónomos e a robótica. A Tesla está a expandir o uso de robotáxis em cidades dos Estados Unidos e aposta no desenvolvimento do robô humanoide Optimus, que poderá tornar-se o principal produto da empresa.
Ao mesmo tempo, a empresa está a aumentar significativamente os investimentos, prevendo gastar mais de 25 mil milhões de dólares este ano em áreas como inteligência artificial, fabrico de chips, veículos autónomos e novas fábricas.
Este forte investimento levanta dúvidas entre investidores sobre a sustentabilidade do crescimento da Tesla, numa altura em que o mercado reage com volatilidade às mudanças estratégicas da empresa.
