A apresentação do vigésimo relatório sobre economia e desenvolvimento na América Latina aponta dois grandes desafios para a região: superar a menor taxa de natalidade e o envelhecimento acelerado dos seus habitantes.
Na reunião plenária realizada em Santiago do Chile, os especialistas que trabalharam no documento destacam que Chile, Colômbia e Uruguai têm as taxas de natalidade mais baixas da região.
Sergio Díaz Granados, presidente da Corporação Andina de Fomento (CAF), destacou que até 2050 a região terá o dobro de pessoas com mais de 65 anos, situação que impacta gravemente os sistemas de pensões, de saúde e de educação.
Presente no evento esteve a bicampeã presidente do Chile, Michelle Bachelet, que já manifestou abertamente a sua candidatura para substituir o português António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas.
Simultaneamente, mas na distante Punta Arenas, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) iniciou a reunião anual daquela corporação financeira. O novo presidente, o brasileiro Ilan Goldfajn, garantiu que apesar das políticas protecionistas de Donald Trump, a região “está avançando muito bem e unida”.
Para o alto responsável financeiro, é crucial o combate aos gangues criminosos transnacionais, que seduzem a juventude, que vê no dinheiro fácil a solução para os seus problemas.
