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Parlamento Europeu rejeita presença das brigadas médicas de Cuba

O Parlamento Europeu rejeitou a presença das Brigadas Médicas em 60 países do mundo, qualificando-as com expressões como de “tráfico de seres humanos” e de “neoescravidão”, refere o relatório anual de política externa daquele órgão legislativo.

O esquema das Brigadas Médicas baseia-se na atribuição de profissionais de saúde a um país próximo de Cuba, mas as nações anfitriãs pagam por este serviço e 80% dos seus rendimentos são confiscados pelo regime de Díaz Canel.

O eurodeputado espanhol António López Isturiz sublinhou que a denúncia surge pela primeira vez no relatório anual, que regista a situação de semi-escravidão dos médicos, que são constantemente monitorizados, para evitar deserções.

O porta-voz do Ministério das Relações Externas da China, Mao Ning, reconhece o trabalho humanitário das brigadas médicas cubanas no mundo e opõe-se ao abuso da diplomacia coercitiva. O chamado “trabalho forçado” tornou-se a “desculpa perfeita” e a ferramenta hegemónica dos EUA.

Países como Colômbia, México, Venezuela e Nicarágua baseiam os seus serviços de saúde no funcionamento de centros onde trabalham estes profissionais, em condições deploráveis.

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