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ONU mantém operações de busca na Venezuela após sismos devastadores

As operações de busca e salvamento prosseguem na Venezuela, seis dias após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que devastaram várias regiões do país. De acordo com as Nações Unidas, o número confirmado de vítimas mortais ascende a pelo menos 1.450, enquanto mais de 3.200 pessoas ficaram feridas. As autoridades admitem, contudo, que o balanço poderá aumentar significativamente, uma vez que dezenas de milhares de pessoas continuam desaparecidas.

No estado costeiro de La Guaira, uma das zonas mais afetadas, equipas de socorro e familiares continuam a procurar sobreviventes e a recuperar vítimas sob os escombros. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) coordena a resposta internacional, que envolve 27 países, mais de 2.200 operacionais e cerca de 140 cães de busca, além de prestar apoio logístico, de comunicações e gestão de informação.

As agências da ONU e os seus parceiros mantêm igualmente a distribuição de alimentos, água, medicamentos, abrigo e outros bens essenciais às populações afetadas. Em La Guaira, foram instalados três hospitais de campanha para prestar assistência médica de emergência e apoiar as pessoas que perderam as suas habitações.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), cerca de 1,8 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária, incluindo aproximadamente 680 mil crianças. Já a Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que os sismos possam ter afetado até 6,76 milhões de pessoas em todo o país, sendo cerca de dois milhões apenas na capital, Caracas.

As avaliações preliminares indicam que quase 190 edifícios colapsaram e mais de 770 sofreram danos significativos. Imagens de satélite revelam que mais de 30% das construções em Catia La Mar, importante cidade portuária no norte da Venezuela, foram danificadas, ilustrando a dimensão da destruição e os enormes desafios enfrentados pelas equipas de resposta humanitária.

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