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Paraguai amplia corredores ligados à “Rota Bioceânica” em meio à melhora do risco soberano

O Paraguai amplia, em 2026, sua infraestrutura rodoviária ligada à Rota Bioceânica, que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Simultaneamente, o país passa a contar com grau de investimento de duas das três principais agências internacionais de classificação de risco. As obras incluem trechos da PY15 no Chaco e a ligação com a ponte internacional em construção entre Carmelo Peralta e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul.

Segundo o Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai, cerca de 174 quilômetros da PY15, entre Carmelo Peralta e Cruce Centinela, estão concluídos. Outros 224 quilômetros, entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, na direção da fronteira argentina, estão em execução.

O corredor deverá funcionar como alternativa terrestre para cargas de áreas produtoras brasileiras destinadas aos portos do Pacífico. Estudos apoiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento analisam a infraestrutura, logística, a conectividade e as cadeias produtivas associadas à rota.

Outras rodovias ampliam a rede. A Ruta de la Leche soma aproximadamente 188 quilômetros no Chaco. Na Região Oriental, a PY10 possui cerca de 64 quilômetros entre Guairá, Caazapá e Alto Paraná, em uma área com mais de 250 mil hectares produtivos e movimentação estimada em 1,5 milhão de toneladas de cargas por ano.

A expansão ocorre após o Paraguai obter grau de investimento de duas agências. A Moody’s manteve, em julho de 2026 a classificação Baa3, com perspectiva estável. A S&P elevou a nota para BBB-, também estável, em dezembro de 2025. A Fitch mantém o país em BB+, com perspectiva positiva.

A capacidade da Bioceânica de reduzir custos logísticos dependerá ainda de fatores como estruturas aduaneiras, tempos de travessia nas fronteiras, integração operacional entre os quatro países, transporte disponível e capacidade dos portos.

Ígor Lopes

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