A situação vivida na Venezuela continua a ser de incerteza após dois meses da operação militar norte-americana que capturou o então Presidente venezuelano Nicolás Maduro.
O povo venezuelano tem-se queixado da lentidão da “transição tutelada” pelos Estados Unidos da América (EUA). No entanto, ainda são tentativas tímidas de queixas referentes à falta de melhoria na situação económica do país, uma vez que continua a haver medo de represálias por parte das autoridades locais.
Muitos cidadãos querem eleições livres no país, além de os familiares dos presos políticos continuarem a apelar à liberdade dos mesmos.
“Os EUA queriam controlar o nosso petróleo e parece que já o têm, mas isso não tem representado algum benefício para nós. Continuamos em crise económica e até temos de fazer um maior esforço para cobrir as necessidades do dia a dia, porque a inflação, em bolívares [moeda nacional] e em dólares [preço de referência dos produtos], continua a devorar o salário”, disse o cidadão venezuelano José Ledezma à “Lusa”.
“Apesar das pressões externas, o chavismo ainda controla as instituições, é a força política que está no poder e tudo fará para continuar a governar. Os EUA levaram o Presidente, mas é o mesmo sistema que continua, talvez até que os norte-americanos tenham o controlo absoluto dos nossos recursos naturais e não sabemos se haverá algum acordo que garanta a sua continuidade”, acrescentou.
