María Corina Machado, candidata da Plataforma Unitária Democrática da Venezuela às eleições presidenciais de 2024, descreveu a decisão do Supremo Tribunal de Justiça que a “desqualifica”, como um “crime judicial” e instou Nicolás Maduro a parar com a perseguição política contra aqueles que a ele se opõem a ele.
“Nicolás Maduro não vai escolher o candidato do povo, porque isso já aconteceu nas primárias de 22 de outubro de 2023. Vamos derrotar o regime nas eleições presidenciais de 2024”, sublinhou.
Longe de se incomodar com a decisão do Tribunal de Justiça, María Corina garantiu que a decisão inválida de 26 de janeiro declara “o fim da tirania. Que continuem cometendo erros. Aqui estamos todos unidos até o fim”.
A engenheira de profissão, de 54 anos, não deixou de reconhecer que o caminho pela frente é “duro e difícil”. “Sabemos o que temos que fazer e o faremos organizando-nos melhor. Tudo o que resta a Maduro e ao seu regime é semear o medo e a repressão”.
Machado evitou comentar as medidas que tomará a administração de Joe Biden, cujos porta-vozes garantiram que irão “revisar” o estabelecimento de novas sanções à economia venezuelana, medidas que foram parcialmente levantadas graças à assinatura do violado Acordo de Barbados.
“Não brinquem com a raiva dos venezuelanos. Concentro-me na organização cidadã para o reequilíbrio de forças ao estabelecer negociações com o regime, que sabe que está perdido diante da força do povo”, concluiu María Corina Machado.
