O Banco Mundial prevê que a economia chinesa cresça 4,4% em 2026, após um início de ano marcado pela resiliência da atividade económica, impulsionada pelo investimento em setores de alta tecnologia e pelo forte desempenho das exportações. No entanto, a instituição alerta que a fraca procura interna e o prolongado ajustamento do mercado imobiliário deverão limitar o ritmo de crescimento, que poderá desacelerar para 4,3% em 2027.
Segundo o relatório Reequilibrando o Crescimento, o apoio das políticas públicas, o investimento em inovação tecnológica e as medidas adotadas para reduzir o impacto das perturbações no abastecimento mundial de energia compensaram parcialmente a desaceleração do consumo. Ainda assim, o Banco Mundial considera essencial reforçar a rede de proteção social para aumentar a confiança das famílias e estimular o consumo interno.
A instituição destaca igualmente que os riscos para a economia permanecem equilibrados. Um agravamento da crise no setor imobiliário poderá afetar ainda mais o investimento e o consumo, enquanto um maior estímulo orçamental e uma expansão mais rápida dos investimentos em inteligência artificial poderão impulsionar o crescimento acima das atuais previsões.
O relatório analisa ainda o impacto da transição da China para uma economia de baixo carbono, concluindo que a procura por competências técnicas ligadas às tecnologias verdes e às capacidades digitais está a aumentar. O Banco Mundial defende o reforço da formação profissional, da certificação de competências e dos mecanismos de proteção social para facilitar a adaptação dos trabalhadores às novas exigências do mercado e promover uma transição mais inclusiva.
