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China acelera centros de dados no espaço e Europa arrisca ficar para trás

A China está a avançar rapidamente no desenvolvimento de centros de dados orbitais, enquanto a Europa ainda está numa fase mais inicial, alerta o Instituto Europeu de Política Espacial (ESPI).

Estes centros permitem processar dados e executar aplicações de inteligência artificial diretamente em órbita, reduzindo a necessidade de enviar grandes volumes de informação para a Terra. A tecnologia é considerada estratégica para a IA, a observação da Terra e a soberania digital.

A China já mobilizou empresas estatais e privadas e lançou projetos de constelações de satélites dedicados à computação. Entre eles estão iniciativas que preveem milhares de satélites de computação em órbita.

A Europa também tem projetos nesta área, como o ASCEND, financiado pela UE, e o satélite Φ-sat-2, desenvolvido pela ESA com capacidades de IA. Empresas europeias estudam ainda centros de dados orbitais construídos e instalados por robôs.

Segundo o ESPI, porém, a escala dos projetos chineses está a crescer mais rapidamente. Se a Europa não acelerar o investimento, poderá ficar dependente de empresas estrangeiras para processar os seus próprios dados espaciais.

A recomendação passa por criar uma estratégia europeia coordenada, aumentar o financiamento e estabelecer regras comuns para os centros de dados orbitais.

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