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China acusa Japão de ingerência ilegítima na questão de Taiwan

A China acusou o Japão de não ter legitimidade histórica ou jurídica para se pronunciar sobre Taiwan, reagindo a declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre um possível cenário de crise no estreito.

Takaichi afirmou que uma escalada poderia levar o Japão a agir em conjunto com os Estados Unidos para proteger os seus cidadãos, sublinhando a importância da aliança com Washington.

Em resposta, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, considerou que estas declarações revelam intenções de criar instabilidade regional e promover a remilitarização do Japão, apelando à vigilância da comunidade internacional.

Pequim recordou que o Comunicado Conjunto Sino-Japonês de 1972 reconhece Taiwan como parte integrante da China e que o Tratado de Paz e Amizade de 1978 reforça esse compromisso. Foram também citados documentos internacionais do pós-guerra que, segundo a China, sustentam a sua posição.

Guo Jiakun concluiu que, do ponto de vista histórico e jurídico, o Japão não tem base para interferir na questão de Taiwan.

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