A Administração do Ciberespaço da China (CAC) convocou a Nvidia para prestar esclarecimentos sobre alegadas vulnerabilidades de segurança nos chips H20, alegando que os componentes apresentam “sérias falhas de segurança” relacionadas com rastreio, posicionamento e encerramento remoto.
O caso surge como um revés para a Nvidia, que se preparava para retomar as vendas do H20 na China, após os EUA terem revertido uma proibição em abril.
A empresa já tinha registado uma perda de 4,5 mil milhões de dólares (cerca de 4,1 mil milhões de euros) devido ao inventário não vendido e estimou que as restrições de exportação lhe custaram mais 2,5 mil milhões (cerca de 2,3 mil milhões de euros) em vendas no último trimestre.
A visita recente do CEO Jensen Huang a Pequim e as novas encomendas de 300.000 chipsets H20 à TSMC pretendiam sinalizar compromisso com o mercado chinês, mas os planos ficam agora em risco.
A CAC suspeita que os chips possam incluir tecnologias exigidas por legisladores norte-americanos, como previsto no “Chip Security Act”, que defende funcionalidades de localização e modificação remota para controlar exportações.
A China vê estas potenciais “backdoors” como uma ameaça à segurança nacional e à privacidade de dados.
O episódio insere-se na crescente disputa pela liderança em Inteligência Artificial entre Washington e Pequim, num cenário em que a Nvidia terá de encontrar novas formas de equilibrar pressões geopolíticas e interesses comerciais no seu maior mercado asiático.
