A China avisou que poderá adotar medidas de retaliação caso a União Europeia avance com novas restrições às importações chinesas. O alerta foi feito pelo embaixador chinês junto da UE, Cai Run, numa altura em que Bruxelas prepara um mecanismo de defesa comercial destinado a proteger o mercado europeu de perturbações provocadas por práticas consideradas desleais.
O instrumento, conhecido informalmente como kill-switch, poderá permitir à Comissão Europeia limitar rapidamente determinadas importações. A iniciativa surge perante o agravamento do défice comercial europeu com a China, estimado em cerca de mil milhões de euros por dia, e o crescimento de 25% das importações chinesas no último ano.
França e Alemanha estão entre os países que defendem uma resposta mais rápida para proteger setores industriais europeus. O comissário europeu do Comércio, Maroš Šefčovič, anunciou que a proposta deverá ser apresentada até ao final de 2026, podendo abranger áreas como a indústria química e a produção de maquinaria.
Apesar das tensões, Bruxelas e Pequim mantêm negociações para equilibrar as relações comerciais. As conversações já permitiram alcançar um entendimento sobre as importações de automóveis híbridos chineses, estando prevista uma nova reunião de alto nível para março de 2027. Pequim, contudo, insiste que responderá a medidas que considere discriminatórias.
