A China reforça a ambição de liderar o setor da inteligência artificial (IA) até 2030, investindo cerca de 100 mil milhões de dólares em 2025. O país já apresenta avanços notáveis, com startups como a DeepSeek e gigantes como Alibaba e Tencent a desenvolverem modelos de IA capazes de competir com os ocidentais, mas a custos mais baixos.
Segundo especialistas, o vasto mercado interno e o apoio estatal aceleram o progresso chinês. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, reconheceu que os EUA “não estão muito à frente”, sublinhando a rapidez da China na adoção tecnológica.
Mesmo com restrições à importação de chips avançados impostas por Washington, empresas locais, como a Cambricon Technologies, registaram forte crescimento ao criar alternativas nacionais.
Com 14 dos 20 principais modelos de IA do mundo, a maioria de código aberto, a China ganha influência global ao exportar infraestrutura digital e propor normas de governança próprias.
Vários analistas especialistas da temática veem nesta disputa tecnológica uma nova forma de “Guerra Fria”, em que o domínio da IA poderá definir o poder mundial nas próximas décadas.
