A atividade industrial chinesa perdeu dinamismo em maio, com o índice oficial de gestores de compras (PMI) a recuar para 50 pontos, o valor mais baixo dos últimos três meses e no limite entre crescimento e contração.
Os dados mostram um abrandamento das novas encomendas, que voltaram a terreno negativo, enquanto a produção industrial também desacelerou. Em contraste, setores de maior valor tecnológico, como a indústria de alta tecnologia e de equipamentos, mantiveram um desempenho mais sólido.
Apesar de a China ter conseguido atenuar o impacto da crise energética global graças às suas reservas estratégicas de petróleo, ao recurso ao carvão e ao investimento em energias renováveis, a prolongada instabilidade nos mercados energéticos continua a representar um risco para o crescimento económico.
A principal fragilidade permanece, contudo, na procura interna. O consumo das famílias continua condicionado pela crise imobiliária e pela perda de confiança dos consumidores, levando várias instituições financeiras a rever em baixa as previsões para as vendas a retalho.
Embora as exportações continuem a sustentar parte da atividade económica, sobretudo para a Europa e o Sudeste Asiático, os analistas alertam que a evolução dos preços da energia e do comércio internacional será determinante para que a China consiga atingir a meta de crescimento económico definida para 2026.
