A China voltou a manifestar oposição à venda de armamento dos Estados Unidos a Taiwan, após a chegada dos primeiros dois caças F-16 Block 70 à ilha. As aeronaves fazem parte de uma encomenda de 66 unidades, aprovada por Washington em 2019, destinada a reforçar a capacidade de defesa aérea de Taiwan.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, apelou aos Estados Unidos para que respeitem o princípio de Uma Só China e os compromissos diplomáticos assumidos entre os dois países. Pequim considera Taiwan parte do seu território e rejeita qualquer intervenção externa nas questões relacionadas com a ilha.
A entrega dos aviões ocorreu a 2 de outubro, numa base aérea em Taitung, estando prevista a chegada das restantes unidades de acordo com o calendário do programa. Em setembro, a China já tinha anunciado medidas contra 20 empresas norte-americanas do setor militar e dez dirigentes, em resposta ao fornecimento de armamento a Taiwan.
A situação mantém-se como um dos principais pontos de tensão entre Pequim e Washington. Apesar de não manterem relações diplomáticas oficiais com Taiwan, os Estados Unidos continuam a fornecer equipamento militar à ilha e estarão a analisar um novo pacote de armamento avaliado em cerca de 14 mil milhões de dólares.
