Investigadores chineses desenvolveram uma nova bateria aquosa que poderá funcionar durante cerca de 300 anos, surgindo como uma possível alternativa às atuais baterias de lítio usadas em redes elétricas e armazenamento de energia.
A tecnologia, publicada na revista científica Nature Communications, utiliza polímeros orgânicos e iões de magnésio e cálcio numa estrutura molecular concebida para resistir à degradação química e prolongar a vida útil da bateria.
Segundo os investigadores, o sistema poderá suportar até 120 mil ciclos de carga, muito acima das baterias convencionais de ião-lítio. O uso de água como eletrólito torna ainda a bateria menos inflamável e potencialmente mais ecológica.
Os cientistas acreditam que a tecnologia poderá ser especialmente útil em sistemas de armazenamento de energia renovável e infraestruturas elétricas de grande escala, onde a segurança, estabilidade e durabilidade são prioritárias.
Apesar do potencial, a bateria continua em fase experimental e terá ainda de demonstrar viabilidade comercial e resistência em condições reais de utilização.
