O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, avisou nesta segunda-feira, 05 de janeiro, que o seu país “não aceitará que nenhum país se assuma como juiz do mundo”.
A declaração foi feita na sequência da detenção do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por parte dos Estados Unidos da América (EUA) através de uma operação norte-americana.
“A China expressa um profundo choque e condena o uso imprudente da força pelos EUA contra um Estado soberano e as ações dirigidas contra o Presidente de outro país”, declarou Wang Yi através do documento redigido para Washington.
O ministro chinês acrescentou que a China pede para “cessar os esforços para subverter o Governo venezuelano e resolver as questões com base no diálogo”, em vez de se violar um direito internacional ao entrar na Venezuela para deter Maduro.
Foi ainda mencionado que o gigante asiático está disposto a trabalhar com a comunidade internacional para defender a Carta das Nações Unidas, “salvaguardar a linha mínima da moral internacional” e promover a construção de uma “comunidade de destino comum da humanidade”.
Recorde-se que a China tem sido um parceiro comercial para a Venezuela ao longo de vários anos, bem como um pilar financeiro e um dos maiores aliados do país sul-americano, mostrando-se disposto a desafiar o isolamento imposto pelos EUA.
