A economia da China registou um crescimento homólogo de 4,5% no terceiro trimestre de 2026, acima dos 4,3% observados entre abril e junho. O resultado superou as expectativas e aproxima o país da meta anual de expansão fixada entre 4,5% e 5%.
O desempenho foi sustentado pelas exportações, particularmente de produtos tecnológicos, semicondutores e veículos elétricos. Entre janeiro e setembro, o excedente comercial chinês atingiu 938 mil milhões de dólares, apesar das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Contudo, a procura interna continua enfraquecida, sobretudo devido à prolongada crise imobiliária, que tem afetado a confiança e o consumo das famílias. Analistas alertam que o crescimento industrial e das exportações não se traduz necessariamente numa melhoria equilibrada dos rendimentos e do emprego.
Entretanto, a União Europeia mantém preocupações com o aumento das importações chinesas e os desequilíbrios comerciais. Pequim afirma estar empenhada em estimular o consumo interno e reforçar a cooperação económica com os seus parceiros internacionais.
