A China está a reforçar áreas como energia, inteligência artificial e tecnologia espacial, numa estratégia que poderá aumentar a competitividade do país na próxima década, apesar dos problemas no imobiliário, do menor crescimento económico e das tensões geopolíticas.
A eletricidade a preços significativamente mais baixos do que nos Estados Unidos constitui uma vantagem para tecnologias que exigem muita energia. A inteligência artificial está também a ser integrada em setores como a indústria, logística e saúde, podendo contribuir para reduzir a dependência de investimentos financiados por dívida.
Na política monetária, Pequim mantém margem para reduzir as taxas de juro e estimular o consumo. A internacionalização do renminbi é outro fator acompanhado pelos investidores: mais de 30% do comércio chinês já é liquidado nesta moeda, o dobro do registado há cerca de uma década.
A análise da RBC BlueBay identifica ainda oportunidades nas empresas ligadas à IA, transição energética e infraestruturas tecnológicas. O avanço do programa espacial chinês, que estará mais próximo das capacidades norte-americanas do que se estimava, é apontado como outro indicador da transformação estrutural da economia.
