As exportações da China cresceram 27% em junho face ao mesmo período do ano anterior, superando as expectativas do mercado e refletindo a forte procura internacional por semicondutores, veículos elétricos e outros produtos tecnológicos associados ao avanço da inteligência artificial. As importações também aumentaram 36%, contribuindo para um excedente comercial de 125,6 mil milhões de dólares.
O desempenho do setor externo continua a compensar a fragilidade do consumo interno e da crise no mercado imobiliário, enquanto Pequim diversifica os seus mercados de exportação, reforçando as vendas para o Sudeste Asiático, América Latina e África. Apesar das perspetivas favoráveis, analistas alertam que o crescimento dependerá da evolução da procura global e das barreiras comerciais impostas pelos principais parceiros económicos.
Entre janeiro e junho, as exportações chinesas aumentaram 17,6% e as importações cresceram 26,6% em termos homólogos. O Governo mantém a meta de crescimento económico entre 4,5% e 5% para este ano, apoiado pelo dinamismo das exportações e por medidas de estímulo ao consumo interno, embora persistam desafios ligados à desaceleração do mercado imobiliário e às crescentes tensões comerciais com os Estados Unidos e a União Europeia.
