Enquanto mais de 1.100 funcionários de empresas como OpenAI, Anthropic e Google apelam aos Estados Unidos para regularem de forma mais rigorosa o desenvolvimento da inteligência artificial (IA), a China continua a reforçar a sua aposta no setor. Pequim tem reduzido rapidamente a distância tecnológica em relação aos modelos ocidentais e aposta em sistemas de código aberto, defendendo que esta abordagem acelera a inovação e amplia o acesso à tecnologia.
Nos últimos anos, a China aproximou-se dos líderes mundiais em IA, registando avanços na investigação, no número de patentes e na robótica. Paralelamente, lançou a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, sediada em Xangai e composta por 29 países, com o objetivo de criar uma estrutura própria de cooperação e governação da IA. Apesar de participar em iniciativas internacionais sobre segurança da tecnologia, Pequim continua a defender uma estratégia independente e favorável aos modelos abertos.
Ao mesmo tempo, tanto a China como os Estados Unidos mantêm a corrida pela liderança na IA. Enquanto Washington procura consolidar a influência das empresas norte-americanas no setor, Pequim reforça investimentos e cooperação com países em desenvolvimento, procurando expandir a sua influência tecnológica global. O cenário indica que, apesar dos apelos por maior regulação, a competição entre as duas potências deverá continuar a acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial.
