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China recomenda adoção gradual da inteligência artificial para proteger postos de trabalho

O Governo chinês apelou às empresas para que evitem substituir trabalhadores de forma acelerada por sistemas de inteligência artificial (IA). A preocupação surge perante o crescimento da automatização e os possíveis efeitos negativos no emprego, especialmente em atividades que dependem de grandes equipas.

Num documento com 18 medidas, o Conselho de Estado recomenda uma transição progressiva, acompanhada de informação antecipada aos funcionários e programas de requalificação profissional. As autoridades defendem ainda mecanismos de acompanhamento capazes de identificar riscos de desemprego em larga escala.

Entre as profissões mais expostas encontram-se trabalhadores de linhas de produção, administrativos e profissionais em início de carreira na contabilidade. As orientações também abordam a discriminação nos processos de recrutamento, a proteção dos dados pessoais e o respeito pelos períodos de descanso.

A iniciativa surge numa altura em que a China ultrapassou os 700 milhões de utilizadores de IA generativa no primeiro semestre de 2026. Pequim procura conciliar o desenvolvimento tecnológico com a estabilidade do mercado laboral, embora as recomendações divulgadas não estabeleçam prazos nem obrigações gerais para as empresas.

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