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Coreia do Sul: Yoon Suk-yeol condenado a prisão perpétua por imposição da lei marcial

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, foi condenado a prisão perpétua por um tribunal em Seul, após ser considerado culpado de liderar uma insurreição ao declarar lei marcial em dezembro de 2024.

O juiz Jee Kui-youn concluiu que Yoon mobilizou forças militares e policiais para cercar a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, numa tentativa ilegal de consolidar poder e deter adversários políticos. O decreto vigorou cerca de seis horas, até ser revogado pelo parlamento.

Um procurador especial chegou a pedir a pena de morte, argumentando que as ações do antigo chefe de Estado constituíram uma grave ameaça à democracia. Contudo, a Coreia do Sul mantém uma moratória de facto sobre execuções desde 1997.

Yoon já tinha sido destituído pelo Tribunal Constitucional da Coreia do Sul em abril de 2025, após um processo de impeachment. Além desta condenação, enfrenta outros processos judiciais relacionados com a imposição da lei marcial.

O antigo presidente deverá recorrer da decisão, embora analistas considerem improvável uma alteração substancial da pena.

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