As Filipinas passaram a integrar o grupo dos países de rendimento médio-alto, um marco que, segundo o Banco Mundial, resulta de duas décadas de crescimento económico sustentado, melhoria do nível de vida e implementação de reformas estruturais.
A instituição considera, no entanto, que será necessário aprofundar as reformas para consolidar este progresso, promover um crescimento mais inclusivo, criar emprego de qualidade e reduzir a pobreza e as desigualdades.
De acordo com a mais recente atualização económica do Banco Mundial, as reformas que reforçaram a estabilidade macroeconómica, melhoraram o ambiente de negócios e facilitaram o comércio contribuíram para atrair investimento privado e impulsionar o crescimento.
Apesar da evolução registada, o Banco Mundial prevê que a economia filipina cresça apenas 3,7% em 2026, devido à combinação da incerteza política e da subida dos preços internacionais da energia, fatores que reduziram o investimento, pressionaram a inflação e afetaram o consumo das famílias, sobretudo as mais vulneráveis. Com a adoção das políticas recomendadas, a instituição estima que o crescimento económico possa recuperar para 5,2% em 2027.
Entre as principais recomendações do relatório estão o reforço temporário dos programas de apoio social às famílias de baixos rendimentos, o controlo da inflação sem comprometer a recuperação económica e a melhoria do ambiente de investimento.
O Banco Mundial destaca ainda a redução dos elevados custos da eletricidade como uma prioridade estratégica, defendendo uma maior aposta nas energias renováveis. Segundo as projeções da instituição, alcançar uma quota de 35% de energias renováveis na produção elétrica até 2030 poderá reduzir em até 28% os preços da eletricidade para as famílias, criar cerca de 161 mil empregos e retirar aproximadamente 730 mil pessoas da pobreza.
