O Banco do Japão anunciou que a inflação atingiu de forma sustentada a meta de 2%, estabelecida em 2013 para combater a prolongada deflação no país. Apesar deste marco, a instituição decidiu manter a taxa de juro de referência nos 1,25%.
A decisão foi aprovada por oito dos nove membros responsáveis pela política monetária. O banco central considera que a evolução dos preços está agora alinhada com o objetivo de estabilidade, embora o Governo japonês mantenha uma posição cautelosa quanto ao fim definitivo da deflação.
Os dados mais recentes mostram que a inflação subjacente aumentou de 1,7% em agosto para 2,1% em setembro. A instituição alerta, contudo, para novas pressões sobre os preços, provocadas pelo encarecimento do petróleo, pela valorização dos semicondutores associada à procura de inteligência artificial e pela desvalorização do iene.
Perante este cenário, os analistas admitem novos aumentos das taxas de juro nos próximos meses. A Capital Economics prevê que o Banco do Japão possa elevar a taxa de referência até 2% em meados de 2027, numa tentativa de controlar a inflação sem comprometer o crescimento económico.
