A rendibilidade das obrigações do Estado japonês a 10 anos atingiu 2,93%, o nível mais elevado desde 1996, apesar de novos dados mostrarem um crescimento económico abaixo do esperado.
A economia do Japão cresceu 1,1% em ritmo anualizado no segundo trimestre, contra os 2% previstos pelos analistas. O consumo praticamente estagnou e o investimento empresarial caiu 1,2%.
A subida dos juros da dívida está sobretudo ligada às pressões inflacionistas e à desvalorização do iene. O mercado espera que o Banco do Japão possa voltar a aumentar as taxas de juro em setembro.
O iene chegou recentemente a mínimos de várias décadas face ao dólar, levando Japão e EUA a realizarem uma intervenção cambial conjunta, a primeira desde 2011.
A subida dos juros japoneses pode também afetar os mercados internacionais, sobretudo através do chamado carry trade, em que investidores usam o iene barato para financiar aplicações em ativos estrangeiros.
