O Japão assinalou o 81.º aniversário do bombardeamento atómico de Hiroshima com a reafirmação do compromisso de manter os Três Princípios Não Nucleares: não possuir, não produzir nem permitir armas nucleares no seu território. A primeira-ministra Sanae Takaichi defendeu que o país, enquanto única nação vítima de ataques atómicos, deve continuar a liderar os esforços internacionais em favor de um mundo livre de armas nucleares.
Durante a cerimónia em Hiroshima, que incluiu um minuto de silêncio às 08h15, hora da explosão da bomba em 1945, Takaichi reuniu-se com sobreviventes e garantiu que o Governo está determinado a evitar que uma tragédia semelhante volte a acontecer. Ainda assim, admitiu que a participação do Japão nas discussões da ONU sobre o Tratado de Proibição de Armas Nucleares será analisada à luz do atual contexto de segurança regional.
O presidente da câmara de Hiroshima, Kazumi Matsui, apelou às grandes potências para abandonarem a lógica da dissuasão nuclear, alertando que a normalização destas armas aumenta o risco de novas tragédias. Atualmente, restam pouco mais de 91 mil sobreviventes dos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, cuja idade média já ultrapassa os 86 anos.
