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NATO e Japão reforçam aliança militar face a ameaças da China, Coreia do Norte e Rússia

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, anunciaram esta semana um reforço da cooperação militar entre o Japão e a Aliança Atlântica.
A decisão surge num contexto de crescente instabilidade geopolítica, com destaque para as ameaças representadas pela China, Coreia do Norte e Rússia.

Durante a visita oficial de Rutte ao Japão — a primeira desde que assumiu a liderança da NATO —, os dois líderes acordaram aprofundar a cooperação em áreas como ciberdefesa, espaço, tecnologias avançadas, drones e inteligência artificial. Prometeram, ainda, realizar exercícios militares conjuntos e reforçar a colaboração no setor industrial de defesa.

Ishiba alertou para o risco de a agressão russa na Ucrânia encorajar movimentos semelhantes na região do Indo-Pacífico, apelando a uma NATO mais forte e presente.
Rutte, por sua vez, criticou o papel da China, que, segundo ele, continua a expandir o seu poderio militar e a promover “actividades desestabilizadoras”.

Ambos condenaram os laços militares entre a Rússia e a Coreia do Norte, incluindo o alegado envio de armas e tropas por Pyongyang para apoiar Moscovo.
Por outro lado, expressaram também preocupação com o apoio da China à indústria de defesa russa e apelaram a Pequim para melhorar a transparência militar e cooperar no controlo de armamento.

Rutte elogiou o apoio do Japão à Ucrânia e saudou a intenção de Tóquio em participar na iniciativa da NATO de assistência à segurança e formação para as forças ucranianas, com sede na Alemanha.

A eventual colaboração japonesa, no entanto, respeitará os princípios pacifistas consagrados na sua Constituição.

O encontro reforça a aproximação entre o Japão e a NATO num momento em que as alianças estratégicas ganham nova relevância face aos desafios à ordem internacional.

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