O Banco Mundial aprovou uma doação de 100 milhões de dólares, através da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), para apoiar a Síria na modernização do seu sector financeiro. O financiamento pretende criar as bases para um sistema mais seguro, moderno e digital, capaz de facilitar transacções, melhorar a transparência e ampliar o acesso aos serviços financeiros.
Após 14 anos de conflito, o sector financeiro sírio continua pequeno e fortemente dependente de dinheiro em espécie, com reduzida intermediação financeira e infra-estruturas de pagamentos digitais obsoletas. O Banco Mundial considera que estas limitações aumentam os custos das transacções, dificultam o acesso ao financiamento e condicionam a ligação da Síria aos canais financeiros internacionais necessários ao comércio e ao investimento.
O Projecto de Modernização do Sector Financeiro da Síria prevê investimentos na infra-estrutura de pagamentos e dos mercados financeiros, no sistema bancário central, nas tecnologias de informação e na cibersegurança. O programa deverá também reforçar a capacidade operacional do Banco Central da Síria e da Unidade de Inteligência Financeira, bem como melhorar a supervisão do sistema bancário e os mecanismos de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.
Durante a implementação, o projecto pretende permitir pelo menos 15 milhões de pagamentos electrónicos de retalho por ano e apoiar pelo menos 500 mil pessoas e empresas na utilização de pagamentos digitais, incluindo 150 mil mulheres. Está igualmente prevista uma avaliação independente da qualidade dos activos de todo o sistema bancário sírio, abrangendo bancos públicos e privados, para preparar futuras reformas do sector.
O Banco Mundial considera que a modernização financeira é essencial para a recuperação económica da Síria, permitindo melhorar o pagamento de salários e pensões, as remessas, as transacções comerciais e a gestão das receitas públicas. Segundo a instituição, o reforço do sistema financeiro poderá também contribuir para o investimento, o acesso ao financiamento, a inclusão financeira e a criação de emprego no país.
