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Banco Mundial lança primeira estratégia digital para alargar o acesso à tecnologia e criar empregos

O Grupo Banco Mundial lançou, esta terça-feira, 20 de outubro, em Seul, a sua primeira estratégia digital, destinada a ajudar os países em desenvolvimento a alargar o acesso à tecnologia a preços acessíveis, melhorar os serviços e criar oportunidades de emprego. A iniciativa assenta em quatro prioridades: expandir a conectividade, reduzir os custos dos dispositivos e dos dados móveis, reforçar os serviços e as competências digitais e preparar os países para tirar partido da inteligência artificial (IA).

O presidente do Grupo Banco Mundial, Ajay Banga, destacou o potencial das tecnologias digitais para criar emprego e melhorar a utilização dos recursos disponíveis. Segundo o responsável, é necessário garantir ligações fiáveis à internet, dispositivos acessíveis, competências digitais e serviços úteis para que mais pessoas e empresas possam beneficiar destas ferramentas. A estratégia pretende, assim, articular o financiamento, o apoio técnico e o investimento privado para acelerar a transformação digital.

A iniciativa surge num contexto de fortes desafios demográficos e económicos. Nos próximos 10 a 15 anos, cerca de 1,2 mil milhões de jovens deverão atingir a idade ativa nos países em desenvolvimento, enquanto as economias desses países deverão criar aproximadamente 420 milhões de empregos. Em 2025, mais de dois mil milhões de pessoas continuavam sem acesso à internet. Nos países de baixo rendimento, apenas 23% da população utilizava a rede, em contraste com 94% nos países de rendimento elevado.

Entre as medidas previstas estão o investimento em infraestruturas de telecomunicações, a redução dos preços dos smartphones e dos serviços de banda larga e o desenvolvimento de sistemas digitais de identificação, pagamentos e partilha segura de informação. O Banco Mundial pretende também apoiar a formação profissional e a literacia digital, com especial atenção às pequenas empresas e aos sectores da agricultura, saúde, energia, turismo e indústria transformadora. A estratégia inclui ainda medidas de protecção da privacidade, cibersegurança e prevenção de fraudes.

Em paralelo, o Grupo Banco Mundial anunciou a Iniciativa para as Infraestruturas e Preparação para a Inteligência Artificial, que pretende facilitar o acesso dos países emergentes a capacidade de computação a preços acessíveis, através de infraestruturas partilhadas e de pagamento conforme a utilização. A iniciativa terá um foco inicial em África e na América Latina e contará com parceiros tecnológicos como a Cassava Technologies e a NVIDIA. O objectivo é promover aplicações práticas de inteligência artificial, adaptadas às necessidades locais, nomeadamente na identificação de doenças nas culturas agrícolas, no apoio aos profissionais de saúde e na gestão de inventários empresariais.

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