O Banco Mundial reviu em baixa as previsões para a economia mundial em 2025, alertando para um abrandamento generalizado. Espera-se agora que o crescimento global se situe nos 2,3%, o ritmo mais lento desde 2008, fora de contextos de recessão.
De acordo com o relatório Perspetivas Económicas Globais, quase 70% das economias — tanto desenvolvidas como em desenvolvimento — deverão registar cortes nas suas projeções.
O abrandamento afecta todas as regiões, com destaque para a queda no investimento, o aumento da dívida e a desaceleração do comércio internacional.
Nos países em desenvolvimento, o crescimento médio deverá ficar abaixo dos 4%, uma tendência preocupante que o Banco Mundial considera estar a consolidar-se desde a década passada.
As economias de baixo rendimento também sofrerão revisões negativas, com impacto no combate à pobreza e na criação de emprego.
A inflação global deverá manter-se acima dos níveis anteriores à pandemia, rondando os 2,9%, pressionada por tarifas elevadas e mercados laborais apertados.
Para contrariar esta trajectória, o Banco Mundial defende uma aposta clara na melhoria do ambiente de negócios, na formação de trabalhadores e na diversificação comercial, incluindo através de acordos regionais.
A cooperação internacional será essencial para apoiar as economias mais vulneráveis e garantir um crescimento mais inclusivo.
