A inteligência artificial está a obrigar os bancos centrais a repensar a inflação e as taxas de juro, já não como uma tendência futura, mas como um fator económico atual. Instituições como o BCE e o Bundesbank já utilizam IA para analisar dados e apoiar decisões, enquanto a Reserva Federal dos EUA discute os seus impactos na produtividade e nos preços.
O debate centra-se no efeito da IA sobre a inflação: pode reduzir preços ao aumentar a produtividade, mas também pode elevá-los no curto prazo devido ao aumento do investimento, sobretudo em energia e centros de dados. Por isso, não há consenso sobre se o impacto será mais inflacionista ou desinflacionista.
Alguns economistas defendem que a IA poderá funcionar como um forte impulso à produtividade, ajudando a conter a inflação. Outros alertam que, antes disso, poderá aumentar custos e pressionar a economia, especialmente nos preços da eletricidade.
No fundo, a questão principal não é se a IA vai influenciar a economia, mas quando e de que forma isso acontecerá — o que torna mais difícil para os bancos centrais decidirem o momento certo para ajustar as taxas de juro.
