O ministro da Defesa da Bélgica, Theo Francken, expressou preocupação com voos de drones não identificados registados no fim de semana junto à base aérea de Kleine Brogel, onde estão armazenadas armas nucleares norte-americanas. O governante afirmou que os incidentes apresentam características de uma operação de espionagem.
Segundo Francken, os drones sobrevoaram a área em duas ocasiões — no sábado e no domingo à noite — e parecem ter testado as frequências de rádio dos serviços de segurança belgas antes de usar dispositivos maiores “para desestabilizar a área”.
O ministro descartou a hipótese de uma simples brincadeira, sublinhando que “um amador não saberia mudar de frequência de rádio”.
O responsável admitiu também que a Bélgica enfrenta limitações legais e operacionais na resposta a este tipo de ameaça, lamentando que o país não tenha investido mais cedo em sistemas de defesa aérea contra drones.
Os incidentes ocorrem num contexto de tensão crescente na Europa, com a NATO e a União Europeia em alerta após várias violações do espaço aéreo europeu atribuídas à Rússia.
A Aliança Atlântica reafirmou que está pronta a recorrer a “todas as ferramentas necessárias” para se defender de novas intrusões.
Nas últimas semanas, situações semelhantes foram registadas na Dinamarca e na Noruega, com o encerramento temporário de aeroportos devido ao avistamento de drones. Moscovo negou qualquer envolvimento, classificando as acusações como “infundadas”.
