e-Global

Calor extremo atinge mais mil milhões de pessoas face aos anos 70

Cerca de mil milhões de pessoas adicionais enfrentam atualmente pelo menos um dia de calor extremo por ano em comparação com a década de 1970, segundo um estudo internacional publicado na revista científica Nature Climate Change.

A investigação analisou dados globais entre 1950 e 2024 e concluiu que os episódios de stress térmico estão a tornar-se mais frequentes, intensos e prolongados. O estudo mostra ainda que o aumento das temperaturas sentidas é mais acentuado durante a noite do que durante o dia, dificultando a recuperação do organismo após períodos de calor intenso.

Os investigadores recorreram ao Índice Universal de Clima Térmico (UTCI), que combina fatores como temperatura do ar, humidade, vento e radiação solar para calcular a temperatura efetivamente sentida pelo corpo humano.

As regiões subtropicais estão entre as mais afetadas, incluindo o sul da Europa, o sul da América do Norte, partes de África e da América do Sul. Em algumas destas zonas, o número de dias anuais com stress térmico forte ou extremo aumentou até 50 dias por ano face aos níveis registados nos anos 70.

Segundo o estudo, a percentagem da população mundial exposta a pelo menos um dia de stress térmico extremo por ano subiu de 16% para 22%, refletindo o agravamento dos impactos do aquecimento global na saúde humana.

Os autores alertam que a combinação de dias muito quentes com noites cada vez mais quentes aumenta os riscos para a saúde, sobretudo entre idosos, crianças e pessoas vulneráveis. Como resposta, defendem o reforço de sistemas de alerta precoce, planos de ação para ondas de calor e medidas de arrefecimento urbano para reduzir os impactos das temperaturas extremas.

Exit mobile version