A COP30, inaugurada esta semana em Belém, Brasil, começou com um alerta contundente: o combate à desinformação tornou-se tão urgente quanto o combate às emissões. Líderes mundiais advertiram que as campanhas de desinformação climática, que se propagam rapidamente nas redes sociais, estão a sabotar os esforços globais para travar o aquecimento global.
O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que esta conferência deve marcar “uma nova derrota para os negacionistas climáticos”, sublinhando que a “batalha pela verdade” é hoje essencial para o sucesso da ação climática.
Durante a sessão de abertura, 12 países — entre os quais Brasil, Canadá, França, Alemanha e Espanha — assinaram a primeira Declaração sobre a Integridade da Informação Climática, comprometendo-se a combater a desinformação e proteger jornalistas, cientistas e investigadores que divulgam factos baseados em evidência científica.
A iniciativa surge no âmbito do Programa Global para a Integridade da Informação sobre as Alterações Climáticas, lançado em junho numa parceria entre o Governo do Brasil, a ONU e a UNESCO. O secretário brasileiro para Políticas Digitais, João Brant, afirmou que o objetivo é “criar uma onda de verdade” que contraponha a manipulação digital e o negacionismo.
