Cuba terminou 2025 com cerca de 9,43 milhões de habitantes, dos quais 26,7% tinham 60 ou mais anos, segundo dados do Escritório Nacional de Estatística e Informação (ONEI). O país apresenta, assim, a maior proporção de população idosa da América Latina. Em 2024, a média regional situava-se nos 13,4%, enquanto no Brasil chegava aos 16,6%. No México, o valor era de 12,2% e, na Colômbia, de 12,6%.
As diferenças também são visíveis dentro de Cuba. A província de Villa Clara apresenta a maior percentagem de pessoas idosas, com 30,2%, seguida de Havana, com 29,1%. Na capital, os residentes com 60 ou mais anos totalizam cerca de 486.650, quase um terço da população. Em contrapartida, o número de menores de 14 anos é de aproximadamente 251.527, refletindo a baixa natalidade.
A evolução demográfica tem sido acompanhada por uma redução significativa da população. Depois de atingir cerca de 11,24 milhões de habitantes em 2016, Cuba contabilizava menos de 9,75 milhões no final de 2024. Entre 2020 e 2024, o país perdeu aproximadamente 1,4 milhões de pessoas. No mesmo período, os nascimentos anuais permaneceram abaixo dos 100 mil e a taxa de fecundidade caiu para 1,29 filhos por mulher, um mínimo histórico.
As projeções demográficas apontam para o agravamento desta tendência. Segundo estimativas apresentadas por especialistas do ONEI, a proporção de pessoas idosas poderá atingir 36% da população em 2040, enquanto o número total de habitantes deverá descer para cerca de 8,38 milhões. Perante este cenário, Cuba enfrenta o desafio de adaptar a economia às mudanças demográficas, promovendo o emprego inclusivo, a inovação tecnológica e políticas que favoreçam a participação dos idosos na sociedade e na atividade económica.
