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Agência Europeia do Ambiente defende políticas para acelerar a descarbonização da indústria europeia

A Agência Europeia do Ambiente (AEA) defende uma aceleração da transformação industrial da Europa para reforçar a competitividade económica e reduzir as pressões sobre o clima e o ambiente. Num relatório publicado a 20 de Outubro de 2026, intitulado A transformação industrial da Europa — do progresso ambiental à competitividade limpa, a agência identifica as políticas, os investimentos e as condições necessários para expandir uma produção mais limpa, circular e descarbonizada.

O documento reconhece que as políticas europeias permitiram progressos ambientais significativos nos últimos 15 anos, com uma redução acentuada das emissões de poluentes industriais e dos gases com efeito de estufa, apesar do crescimento da actividade económica. Contudo, os sectores responsáveis pela maior parte das emissões industriais continuam longe de uma trajectória compatível com a neutralidade climática. Na produção de cimento, ferro e aço, por exemplo, a redução das emissões por tonelada de produto tem sido moderada desde 2010.

Segundo a AEA, o principal obstáculo já não é a disponibilidade de tecnologia, mas a capacidade de a implementar em larga escala. A transformação exige um quadro político estável, maior mobilização de capital privado e investimentos para responder a um défice anual estimado entre 30 mil milhões e 60 mil milhões de euros até 2030. A agência destaca também a necessidade de acelerar o desenvolvimento das redes de electricidade, das infra-estruturas de hidrogénio e dos sistemas de captura e armazenamento de carbono.

O acesso a electricidade renovável a preços competitivos é apontado como uma prioridade para reduzir os custos de produção, reforçar a segurança energética e melhorar a posição das empresas europeias nos mercados internacionais. A transição enfrenta, contudo, custos iniciais elevados, que poderão pressionar a competitividade industrial a curto e médio prazo, mesmo com regras ambientais mais exigentes e políticas de apoio.

Para responder a estes desafios, a agência propõe uma política industrial integrada assente em três eixos: proteger as empresas durante a transição, criar mercados e acelerar os investimentos em tecnologias limpas, e reestruturar o modelo industrial europeu. O relatório considera que a competitividade futura dependerá da capacidade da União Europeia para transformar as soluções tecnológicas disponíveis em mudanças concretas, apoiadas por energia limpa, matérias-primas, infra-estruturas e trabalhadores com as competências necessárias.

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