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Air France-KLM admite investir na TAP, mas exige controlo da gestão comercial

O presidente executivo da Air France-KLM, Ben Smith, admitiu esta segunda-feira que o grupo poderá avançar com uma participação minoritária na TAP, mas deixou claro que qualquer investimento só será viável com garantias de controlo da gestão comercial da companhia aérea portuguesa.

“O nosso interesse não é apenas financeiro, é estratégico. Se não pudermos gerir comercialmente a TAP, o interesse é muito limitado”, afirmou, durante uma apresentação em Amesterdão. Segundo o gestor, esse controlo costuma implicar 51%, 60% ou 70% do capital, embora não descarte modelos alternativos, como participações de 49% usadas pela Delta na Virgin e na Aeroméxico.

Smith reconheceu que o Governo português poderá querer manter a maioria do capital, mas sublinhou que existem formas de “aliviar preocupações”, como compromissos de proteção da marca e do emprego, tal como aconteceu em 2004 com a KLM.

O CEO destacou que esta é já a terceira vez que o grupo analisa a compra da TAP, devido às sucessivas crises políticas em Portugal, e prometeu uma decisão “a curto prazo”.

Na semana passada, a Parpública anunciou que os interessados em comprar até 44,9% da TAP devem manifestar interesse até 22 de novembro. O caderno de encargos prevê ainda que 5% do capital seja reservado aos trabalhadores.

Atualmente, o capital da Air France-KLM é detido pelo Estado francês (28%), o Estado neerlandês (9,1%), os grupos CMA (8,8%) e China Eastern Airlines (4,6%), os trabalhadores (3,1%) e a Delta Air Lines (2,8%).

O grupo franco-neerlandês, criado em 2004, opera em 320 destinos de 90 países e emprega cerca de 78 mil pessoas.

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