O Governo de Friedrich Merz prepara-se para enfrentar uma fase complicada após a pausa de verão, com vários temas por resolver, entre eles a remodelação do Executivo, o orçamento de 2027, a reforma das pensões e as regras do horário de trabalho.
A proposta orçamental prevê 118,7 mil milhões de euros de nova dívida, podendo o valor aproximar-se dos 200 mil milhões quando são incluídos fundos especiais para defesa, infraestruturas e clima. Estão também previstos cortes em algumas prestações sociais, numa altura em que a popularidade da coligação CDU/CSU-SPD está a diminuir.
A reforma das pensões continua a gerar divisões dentro da própria CDU, enquanto o crescimento da AfD aumenta a pressão sobre o Governo. O partido lidera as sondagens em vários estados do leste e aparece também à frente da União em algumas sondagens nacionais.
Em setembro, as eleições regionais poderão constituir um teste importante para a coligação. Ao mesmo tempo, permanece em debate uma eventual alteração das regras do horário de trabalho, com o Governo a procurar conciliar maior flexibilidade para as empresas com a proteção dos trabalhadores.
