A União Europeia e a Austrália vão iniciar conversações para um pacto de segurança e defesa, anunciou Bruxelas esta quarta-feira. Um acordo semelhante deverá ser fechado com o Canadá já na próxima semana, aproximando os dois aliados da NATO da participação no programa europeu SAFE, que prevê 150 mil milhões de euros para reforço da indústria militar.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, saudou o início das negociações, afirmando que o acordo irá beneficiar as indústrias de defesa de ambos os lados.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a importância de parcerias sólidas “numa altura de tensões geopolíticas crescentes”.
Além da segurança no Indo-Pacífico, foco estratégico comum, Austrália e UE continuam também a negociar um acordo de comércio livre, embora os dois processos decorram separadamente.
O acordo com o Canadá deverá ser assinado na próxima cimeira UE-Canadá, marcada para segunda-feira em Bruxelas.
Este pacto será o primeiro passo para que países terceiros participem no SAFE, plano europeu que pretende impulsionar aquisições conjuntas de material militar e reforçar a produção no continente até 2030.
Para integrar o SAFE, os países parceiros precisam não só de um acordo de defesa com a UE, como também de uma segunda autorização específica. O programa exige que 65% do equipamento militar adquirido seja fabricado na UE ou por parceiros com acordos válidos.
Entretanto, a Bulgária aderiu à iniciativa de aquisição conjunta de radares franceses THALES, liderada por França. Outros países demonstraram interesse em projetos semelhantes e deverão juntar-se em breve.
