O Banco de Inglaterra decidiu manter a taxa de juro de referência em 3,75%, numa altura em que a inflação permanece acima da meta de 2% e a economia britânica dá sinais de maior dinamismo no início de 2026.
A instituição tem vindo a cortar os juros de forma gradual ao longo dos últimos 18 meses, tendo a última redução ocorrido em dezembro. Apesar de indicar que novos cortes continuam em perspetiva ao longo do ano, o banco central optou por uma pausa, face à persistência da inflação, atualmente nos 3,4%.
Dados recentes apontam para uma procura interna mais forte do que o esperado, o que poderá dificultar uma descida mais rápida das taxas, ao manter pressão sobre os preços. Economistas sublinham que as próximas decisões dependerão da evolução da inflação e da atividade económica.
Taxas de juro mais baixas tendem a estimular o consumo e o investimento, mas podem também reacender a inflação, obrigando o banco central a um equilíbrio delicado entre controlo dos preços e apoio ao crescimento económico.
