A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, considera que o atual modelo de crescimento europeu está a perder força e defende reformas para que a União Europeia não fique novamente para trás na revolução tecnológica impulsionada pela inteligência artificial.
Durante um evento do Fórum Económico Mundial, em Genebra, Lagarde lembrou que a Europa beneficiou menos da primeira revolução digital e alertou que o mesmo não pode acontecer agora com a IA.
Para a responsável, a UE tem vantagens importantes, como um mercado de 450 milhões de consumidores, uma força de trabalho qualificada, capacidade industrial e uma extensa rede de acordos comerciais. O desafio passa por transformar esses recursos em maior crescimento e inovação.
Lagarde defende, por isso, uma redução das barreiras dentro do Mercado Único e uma maior integração dos mercados de capitais. Segundo a presidente do BCE, a fragmentação dificulta o crescimento das empresas, limita o investimento e pode levar negócios inovadores a procurar financiamento fora da Europa.
Na sua perspetiva, facilitar a expansão das empresas europeias e tornar o investimento mais eficiente será essencial para aumentar a produtividade, acelerar a adoção de novas tecnologias e reforçar a competitividade da UE.
