O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter a taxa de depósito em 2%, pela terceira reunião consecutiva, num contexto de inflação controlada e crescimento económico estável. A decisão, amplamente esperada pelos mercados, mantém a taxa no nível mais baixo dos últimos dois anos.
Segundo dados preliminares do Eurostat, o produto interno bruto da zona euro cresceu 0,2% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior e 1,3% face ao mesmo período de 2024. A inflação mantém-se próxima da meta de 2% definida pelo BCE, situando-se em 2,2% em setembro.
As restantes taxas de referência também permanecem inalteradas: 2,15% para as operações principais de refinanciamento e 2,40% para a facilidade de cedência de liquidez.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou recentemente que a política monetária está “numa boa posição”, sublinhando que as tarifas comerciais dos Estados Unidos e a guerra na Ucrânia têm tido efeitos limitados sobre a inflação e o crescimento.
A decisão surge após a Reserva Federal dos EUA ter reduzido a sua taxa diretora pela segunda vez este ano, e no mesmo dia em que o Banco do Japão optou por manter as suas taxas estáveis.
O BCE deverá continuar a adotar uma postura prudente perante as incertezas económicas globais e as tensões comerciais em curso.
